domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Relacionamento Conjugal


Cada membro de um casal tem uma história de vida única, que figura sua maneira de ser. No casamento, teremos então dois universos diferentes num encontro íntimo e intenso. Bem, gerar tensão torna-se natural quando há o encontro de dois mundos distintos. Contudo, essa tensão precisa ser enfrentada, pois poderá enriquecer ou empobrecer o relacionamento, dependendo do modo como for elaborada. Assim, a maneira como o casal se estrutura com suas diferenças e semelhanças, irá traçar o futuro da família. E o par tem ainda o grande desafio de viabilizar uma relação sadia. E tem como estruturar a relação sem oprimir o outro? É preciso saber lidar com as diferenças. Conflitos insuperáveis ou falsas soluções podem ser gerados pela dificuldade em se trabalhar as diferenças. Quando a manipulação e o autoritarismo estão presentes, o que define a relação é a luta pelo poder, pois o detentor do poder poderá neutralizar o outro. E quando subjugada, a pessoa deixa de existir com autonomia. Se nega as diferenças.
A dedicação excessiva com o trabalho ou outra atividade também é um exemplo de dificuldade em lidar, construtivamente, com o diferente. Na medida em que as energias são, em grande parte, direcionadas para as tarefas executadas, sobra pouco tempo para o relacionamento, contornando a questão das diferenças. Entretanto, falsas soluções também têm um preço. Uma hostilidade crescente pode ser gerada pela permanente frustração, e o clima de irritabilidade pode se tornar constante no relacionamento de muitos casais.
E como é possível caminhar para um relacionamento verdadeiro? Não há fórmulas, e assim como outras questões importantes da vida, não é tão simples, diria que é uma tarefa bem complexa. A forma tomada será construída pelo casal, com ajustes perfeitos e naturais. É necessário reconhecer a relação como um processo, algo em permanente construção. Isto implica em:
- Sair de si e ir ao encontro do diferente. Participar do mundo do outro, rompendo com o individualismo.
- Elaborar juntos um projeto de vida
- Estar permanentemente em risco. Construir, fazer, arriscar.
- Ser capaz de lidar construtivamente com conflitos e tensões.
- Deixar o imediatismo, ter uma paciência madura para caminhar passo a passo.
- Ser flexível.
A vivência conjugal pode ser vista como um exercício de democracia, em que se convive com as diferenças. Encontrar o outro, entrelaçar experiências distintas traz muitas possibilidades e, como toda possibilidade, há riscos e armadilhas. Entretanto é preciso aproveitar a riqueza das situações para aprender e crescer. E para empreender esta caminhada tão delicada, há necessidade de auxilio mútuo e companheirismo. Estar lado a lado não permite a disputa pelo poder. A verdadeira relação amorosa procura entender o outro a partir de seu próprio mundo e trabalha para desabrochar e desenvolver do outro. O companheiro esta AO LADO para partilhar e participar deste florescer constante que é a dinâmica da vida.




(Do texto original Caminhar Juntos do Dr. Almir Linhares de Faria)


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A falta de desejo sexual após o casamento



Muitos casais vivem a sexualidade de forma intensa, constante e muito prazerosa até o belo dia em que alguém lhes diga: ‘... Até que a morte os separe!’ Este é o belo dia, em que, o relacionamento assume um compromisso e uma responsabilidade ainda maiores.
De repente, a intensidade, constância e, o mais importante, AQUELE DESEJO já não fazem parte do dia-a-dia do casal. Alguns recém-casados ainda conseguem manter a ‘chama acessa’ durante algum tempo, leia-se bem alguns.
E aí vem a pergunta: Será que a rotina detona a sexualidade do casal?
A rotina e o estresse do dia-a-dia são os campeões das ‘desculpas’ ou ‘achismos’ dos pacientes que ao chegar aos consultórios reclamam da falta de desejo. Mas, a verdade é que apesar de existirem vários fatores, até mesmo a rotina e o estresse, contribuindo para a diminuição do desejo, muitos casais não conseguem diferenciar desejo e afeto ao olhar a pessoa que amam. Ou melhor, diferenciam tão bem que acreditam que em um relacionamento amoroso os dois sentimentos não possam conviver harmonicamente. Isto vem de crenças religiosas de que o sexo é somente para a reprodução, mitos, educação sexual errônea... Que levam as pessoas a pensarem, e viverem o sexo como algo sujo, como uma sacanagem, como pecado e então, não conseguem vivenciá-lo com a pessoa que, realmente, amam.
É preciso não desejar ter a pessoa amada, apenas, para ter pelo resto da vida ao seu lado, em bons ou maus momentos, para uma boa conversa, ou para ser a mãe/pai dos seus filhos, ou ainda, estar do outro lado da cama todos os dias na hora de dormir... É preciso desejá-la com intensidade, intimamente, carnalmente... A verdade é que o desejo caminha junto com o afeto num relacionamento amoroso, quando se ama também se deseja.
É tão difícil no corre-corre do dia-a-dia ligar para a pessoa amada sem que precise dar um recado, apenas para dizer que a ama? É tão difícil sonhar com um momento prazeroso mesmo estando acordado? E as fantasias eróticas estão fora da sua realidade?






quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Gravidez tardia



A tendência de aumento da faixa etária reprodutiva da mulher é um fenômeno que pode ter origens biológicas e culturais. O que vemos é que cada vez mais mulheres engravidam tardiamente. Muitas mulheres estão adiando a gestação pela dificuldade em ter filhos mais cedo ou por planejá-la depois de atingir estabilidade profissional e financeira. A porcentagem de mulheres, com mais de 40 anos, que buscam tratamentos para engravidar dobrou de 1990 para 2002, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), mostra que esse número passou de 7% para 14%.
Por mais que haja uma preocupação com a vida profissional, o sonho de ser mãe – de forma natural ou artificial – continua existindo. Para o ginecologista Paulo Gallo, a procura por métodos para engravidar ‘mais tarde’ está relacionada a uma nova realidade feminina. Antigamente, a sociedade exigia de uma mulher apenas formar uma família, o que fazia com que as mulheres pensassem apenas em se casarem e terem filhos. Atualmente, a mulher vive um processo de mudança dessa realidade. Ela quer se dedicar aos estudos, à profissão, e, por isso, acaba deixando para depois a gravidez.
Contudo, a gravidez tardia não é para todas, pois a partir dos 25 anos de idade a taxa de fertilidade começa a cair e aos 40 anos, despenca. Com o avançar da idade, os óvulos também perdem em qualidade e os riscos tornam-se mais preocupantes. As chances de haver complicações e problemas para a mãe e o bebe são maiores, quando a mulher está mais perto da menopausa. Podem ocorrer abortos e partos prematuros. A Síndrome de Down também é mais comum entre bebes de mães mais velhas. Este risco é maior ao se pensar na probabilidade entre uma mãe de 30 anos e uma mãe de 40 anos, mesmo assim a ocorrência ainda é muito pequena. Com relação ao câncer de mama, o que aumenta a probabilidade de se contrair o tumor não é a gravidez tardia, e sim, por não ter engravidado antes. Isto porque, a gestação confere uma espécie de proteção contra a doença, afirma o ginecologista.


Baseado no texto publicado em 05/01/2011 no site MSN – Bolsa de Mulher.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Algumas Curiosidades sobre Sexualidade



• Sexo e felicidade andam juntos: Mulheres satisfeitas sexualmente são mais felizes, de acordo com um estudo. Ainda não se sabe se o sexo faz com que elas fiquem mais felizes, ou se as mulheres felizes têm mais relações sexuais, mas o resultado é positivo. Para Susan Davis, pesquisadora da Universidade de Monash, na Austrália, a libido, definitivamente, afeta como elas se sentem, assim como seus relacionamentos.
• Prazer pode causar complicações: Homens que são muito ativos sexualmente entre os 20 e 30 anos – especialmente os que se masturbam com frequência – teriam maior risco de desenvolver câncer de próstata, de acordo com um estudo da Universidade de Nottingham. Mas outro estudo realizado na Austrália sugere exatamente o contrário.
• Sexo tem cheiro: O suor de um homem cheira diferente quando ele está excitado e as mulheres reconhecem esta diferença, de acordo com um estudo publicado pelo “The Journal of Neuroscience”.
• Sexo não tem idade, para alguns: Mais de três quartos da população idosa está fazendo sexo, ao contrário do que é esperado pelo senso comum. Um novo estudo, publicado pela “New England Journal of Medicine”, em 2007, descobriu que mais da metade dos idosos entre 75 e 85 anos têm relações sexuais, ao menos, duas vezes por mês.
• Culpa independe de gênero: Nada daquela história de que homem não se importa ao trair. Eles se sentem mais culpados após serem infiéis, enquanto as mulheres se sentem mal por isso. "Se alguém pressupõe que todos estão preocupados com a questão da infidelidade do que ele, consequentemente se sentirá culpado”, diz a pesquisadora Maryanne Fisher, da St Mary's University, no Canadá.
• Eles têm vida sexual maior: Em média, homens vivem menos do que as mulheres mas, quando se trata de vida sexual eles têm vantagem. Aos 55 anos, os homens apresentam cerca de 15 anos a mais em relações sexuais do que elas, que tem mais 10 anos ativos.
• Alongadores penianos podem funcionar: De acordo com um estudo da Universidade de Turim, na Itália, diz que este tipo de artigo pode funcionar. Mas, no entanto, a maior parte de depoimentos e artigos sobre o tema são falsos.




Texto baseado na reportagem de:
http://msn.bolsademulher.com/sexo

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Descoberto gene que pode ser a causa da infertilidade masculina

Uma alteração genética poderia esclarecer alguns casos inexplicáveis de infertilidade masculina , segundo revela uma pesquisa do Instituto Pasteur, da França, e da University College, de Londres.

Mutações no gene NR5A1 foram encontradas numa pequena porcentagem de homens estéreis, informa a revista American Journal of Human Genetics. Os cientistas asseguram que o descobrimento poderia ajudar os médicos a tratar dos homens com a enfermidade.

Na maioria dos casos, os médicos não conseguem encontrar nenhuma causa para a infertilidade masculina, apesar de isso representar 50% das situações em que casais têm dificuldade para a concepção. A infertilidade masculina parece ser mais comum em certas famílias e isso leva os cientistas a crer que pode haver uma base genética em alguns casos, mas só foram encontradas pequenas mutações genéticas que poderiam ser responsáveis pela enfermidade.

Na pesquisa mais recente se observou o gene que se sabe estar envolvido no desenvolvimento sexual, tanto em homens quanto em mulheres – defeitos no NR5A1 foram relacionados com defeitos físicos no desenvolvimento de testículos e ovários.

As descobertas sugerem que, inclusive sem haver evidência física do problema, os defeitos no gene poderiam afetar a capacidade de produção de esperma.

Na pesquisa, se estudou o gene em 315 homens aparentemente sadios, que têm uma inexplicável incapacidade de produzir esperma. Foram encontradas mutações no gene em apenas sete homens do grupo.

Um exame mais detalhado revelou que os homens tinham níveis alterados de hormônios sexuais. Um dos casos apresentava anomalias leves na estrutura celular dos testículos.

"Chegamos a conclusão de que aproximadamente 4% dos homens com uma inexplicável falha na produção de espermatozóides são portadores de mutações no gene NR5A1", disseram os autores da pesquisa.

Ainda que a descoberta possa definir uma pequena proporção de homens estéreis, outros especialistas crêem que pesquisas similares poderiam ajudar a construir uma imagem mais clara da origem da enfermidade.

Allan Pacey, professor de andrologia da Universidade de Sheffield, disse que ainda se sabe "vergonhosamente pouco" sobre a genética por trás da infertilidade masculina. "Devido a complexidade do processo de produção de espermatozóides, é provável que muitos genes estejam envolvidos e portanto que se possa encontrar defeitos genéticos vinculados à infertilidade."

"Apesar de que este defeito genético afete apenas a um pequeno número de homens, precisamos de mais estudos para que possamos preencher as lacunas de nosso conhecimento e possivelmente um dia construir uma prova sólida de diagnóstico da infertilidade masculina baseado na genética", disse Pacey.


Texto retirado de Veja Online (01/10/2010)
http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/descoberto-gene-que-pode-ser-a-causa-da-infertilidade-masculina

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Infertilidade


Desde muito cedo em seu desenvolvimento, muitas pessoas constroem um projeto de vida: crescer, encontrar um par amoroso e com ele dar início a uma nova família, e nesse contexto, diferentes motivações podem dar origem ao desejo de ter um filho. O fato do desejo de maternidade e paternidade estar intimamente relacionado com as vivências singulares de cada pessoa indica que a experiência emocional da infertilidade igualmente terá um caráter eminentemente singular.
O alto valor colocado na família motiva os casais a se unirem, desta maneira, a inabilidade para realizar essa tarefa coloca o casal que não consegue conceber sob forte pressão. O pressionamento social e parental para propagar o nome da família coloca um grande peso sobre casais inférteis. O conceito de si mesmo se vê constituído sob o escudo da desvalia e da incapacidade, chegando os indivíduos a se verem como defeituosos. A infertilidade pode ser sentida e vivida como um evento traumático para os casais, talvez o evento mais estressante de suas vidas.
Mas o que é infertilidade? Infertilidade é a falta de gravidez após um ano de relações sexuais sem nenhum método de anticoncepção. Estima-se que entre 60 e 80 milhões de pessoas em todo o mundo enfrentem dificuldades com seus projetos parentais. Esse índice pode atingir aproximadamente 20% dos casais em idade reprodutiva.
A infertilidade é capaz de provocar efeitos devastadores tanto na esfera individual como conjugal e desestabilizar as relações do sujeito com seu entorno social, podendo ocasionar um decréscimo na qualidade de vida, podendo desencadear severas perturbações nas esferas emocional, da sexualidade e dos relacionamentos conjugais.



• Farinati, Rigoni & Muller, 2006.
• Badalotti & Petracco, 1997.
• Drosdzol & Skrzypulec, 2009.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sexo Ocasional



Recebi esse vídeo de uma amiga mestranda em Sexologia, enfermeira, com experiência de trabalho na África. As entrevistas são feitas em Angola. Achei interessante dividi-lo através de um post aqui no blog.

Atualmente, os valores tradicionais para o amor, casamento e sexo não dão mais respostas, e surgem novas formas de pensar e viver. O amor romântico está em crise, o casamento sai de cena e entra os relacionamentos abertos e o sexo passa a ser ocasional (ou casual). O que é mesmo sexo ocasional? Acredito que a primeira palavra que vem a mente é descompromisso. Sexo ocasional é realmente sexo descompromissado, livre de comprometimento em relação a um relacionamento. As pessoas sentem-se livres. É intimidade sexual através do prazer imediato, que não dá direitos, não determina obrigações e tampouco envolvimento amoroso. Caso o envolvimento aconteça, será posterior às trocas sexuais. Cabe ressaltar que por mais descompromissado que seja o sexo, é importante nunca fugir do compromisso que temos com nossa saúde sexual!

Com certeza, essa é uma discussão que não tem fim. E mais do que uma questão de sexualidade, este vídeo é uma questão lingüística e antropológica. Qual é sua opinião a respeito?