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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Dia do Orgasmo





No dia de hoje, 31 de Julho, é comemorado o Dia do Orgasmo, criado em 1999 por uma rede de sex shops britânica. O motivo? Bem válido! Aumentar as discussões sobre as dificuldades que muitas pessoas têm em chegar ao ápice do prazer, e claro, aumentar as vendas (mas, por um ótimo propósito!).

E para você o que é o orgasmo?

O orgasmo é perda de controle, por isso, muitas vezes, é difícil alcançá-lo. Ele exige trabalho, investimento... Como assim? Sim, exige conhecimento do próprio corpo, da genitália, a descoberta do erotismo, as vivências acumuladas ao longo da vida, a abertura ao novo e as experiências de prazer através do corpo. Isso tudo vale para homens e mulheres!
Durante o orgasmo, junto com a contração da musculatura do assoalho pélvico, contrações uterinas, contração do pênis, ocorre o aumento da frequência cardíaca, respiratória, circulatória e tensão dos músculos. Peraí... mas, o orgasmo não é aquele descrito em manuais de revistas? Não, não existe manual para o seu orgasmo... ele pode ser suave, intenso, único, múltiplo, demorado, instantâneo, enfim, o prazer é seu!
São inúmeros os benefícios de um bom orgasmo, além de endorfinas, ele libera ocitocina, que ajudará na conexão com o parceiro/a. Ok, o orgasmo pode ser em um momento solitário também, e não menos especial!

E antes de você querer logo aproveitar esse dia, vamos desmistificar algo bem importante sobre o orgasmo masculino. Você acha que o orgasmo e a ejaculação são a mesma coisa? Não, apesar de serem, praticamente, simultâneos, são distintos. Alguns homens sente prazer sem ejacular, assim como, há homens que ejaculam e não chegam ao orgasmo.


E aí, você já teve um orgasmo inesquecível? Pode ser hoje?




terça-feira, 6 de setembro de 2016

Viva o Dia do Sexo!

Hoje, DIA DO SEXO, vamos dar início a nossa série de postagens para desmistificar mitos e crenças errôneas sobre nossa sexualidade. O primeiro tema é bastante complexo, e ainda controverso na Sexologia: o ORGASMO FEMININO.
Pode ser delicado, intenso, sensível, suave, demorado, rápido, ou nem aparecer tanto assim... Enfim, independente do resultado, ele exige investimento! É necessário conhecimento do próprio corpo e muito erotismo, ou seja, técnica, que será adquirida ao longo da vida em nossas experiências e vivências de prazer.

Na mídia vemos diariamente uma enxurrada de ideias, opiniões e informações sobre o orgasmo, como se houvesse um padrão obrigatório para alcança-lo. E pior, muitas vezes, isso acontece sem qualquer base científica. A ideia de que uma mulher que não tenha prazer com a penetração, mas através de outras formas de estimulação seja incompleta e imatura, é totalmente falsa e errada. Não existem vários tipos de orgasmo. O orgasmo é único, seja qual for o estímulo. Vagina e clitóris são indissociáveis na experiência orgástica. O clitóris é o ator principal, e você pode retomar o texto em que falamos sobre ele (clique aqui) para entender melhor este papel.

E aí, nos perguntamos... Será que pode haver alguma condição favorável ao orgasmo?
Sim, pode. Estimulação adequada e suficiente (lembra do investimento lá início?!), e isso pode mudar ao longo da vida. Ah, o parceiro não tem bola de cristal, ok? É preciso que você conheça e saiba comunicar seus prazeres. Também é preciso que você se entregue, agarrando-se aos estímulos e permitindo-se o prazer, sem culpa. E lembre-se, orgasmo é perda de controle. Então, não tenha medo de perder o controle!

E para dar um upgrade em seus conhecimentos sobre o assunto, leia a entrevista interessantíssima com a investigadora Inês Tavares, do SexLab (Universidade do Porto), a qual ela conta os resultados de sua pesquisa sobre o orgasmo feminino (clique aqui).






segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

E o mito caiu por terra...


Os consultórios estão cada vez mais cheios de mulheres que têm boas relações sexuais e acreditam que não são normais porque não atingem sempre o orgasmo. Ou são os parceiros que reclamam que nem sempre elas chegam ao orgasmo. E será que existe algo de anormal em não atingir sempre o orgasmo?
Este é um péssimo mito! Alguns estudiosos do passado defendiam que a mulher teria sempre que atingir o orgasmo, em todas as relações sexuais. A mídia ainda vende esta idéia. Contudo, é um engano terrível pensar desta maneira. Nem sempre para a mulher se satisfazer é preciso ter orgasmo. Para as mulheres é fundamental o carinho, a troca de afetos e a proximidade com o parceiro. A satisfação com a atividade sexual não é dependente da quantidade ou intensidade do prazer derivado do orgasmo, ela depende muito mais da intimidade com o parceiro, mesmo que o prazer orgástico não esteja incluído no ato. Ao se sentir satisfeita, a mulher terá vontade de ter novas relações com o parceiro.
Ocorre que muitas mulheres travam uma batalha incansável em busca do orgasmo vendido em revistas, tornando-o inatingível e abandonando o prazer que a relação sexual pode lhes dar. E como co-responsáveis pelo próprio orgasmo, mesmo ao melhor amante é preciso que a mulher mostre como satisfazê-la, pois cada uma tem suas preferências e desejos. Ah, e quem sabe juntando tudo isso não se tenha como resultado um bom orgasmo... Não acham?!








* Foto retirada da internet.