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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sexualidade na Gravidez



Hoje vamos dar uma pincelada em um assunto um pouco, ou se preferirem, muito polêmico, o que não poderia ser diferente em se tratando de sexualidade humana. Mas, ao mesmo tempo esse assunto é muito interessante e vale a pena saber um pouco mais.
A vivência da sexualidade durante a gravidez está em grande parte ligado a crenças e mitos que se fundamentam em critérios morais e religiosos conservados pelas famílias e transmitidos de geração em geração. Desta forma o comportamento sexual da grávida e de seu parceiro pode ser mais influenciado por pressões psíquicas e socioculturais do que pelas alterações biológicas próprias da gravidez.
Para o casal a gravidez é um período de adaptações. São adaptações físicas, emocionais, existenciais, sexuais e, principalmente, aos novos papeis, de ser mãe e de ser pai e tudo que isso implicará. A necessidade de adaptação não afeta só a mulher, mas também o homem. É uma fase de desenvolvimento e mudanças. Com todas estas transformações na vida do casal é natural que aconteça um estado de desequilíbrio temporário devido às grandes perspectivas de mudanças, a necessidade de novas adaptações e de reajustamento psicológico e inter-relacional.
E tanto a gravidez quanto o pós-parto são períodos cheios de mudanças biológicas, psicológicas e inter-relacionais que marcam – direta e indiretamente – a sexualidade. Tal momento poderá originar um aprofundamento da experiência sexual do casal, capaz de aumentar a cumplicidade ou gerar dificuldades.
Muitas vezes quando o obstetra afirma que o casal deve abster-se de sexo por ser uma gravidez de risco, ninguém contesta, sequer procura saber o que é ou não permitido. E o que fazer quando a sexualidade aflora? Uma vez que ela não irá deixar de se manifestar por conta de uma restrição médica. Então, este pode ser o momento de grandes descobertas amorosas. O casal pode não ter relações sexuais com penetração e a necessidade de intimidade e união manifestar-se e assumir diferentes expressões.
Se o casal encontra-se num relacionamento estável, maduro e sólido, a vinda de um filho poderá uni-los de modo mais pleno ou mesmo se a intimidade entre os parceiros propicia um diálogo aberto e honesto, há possibilidade de se descobrir outros jeitos de fazer amor, sem que haja penetração. É verdade que cada casal irá expressar de sua forma a sexualidade. A criatividade sexual pode entrar em cena, através de jogos eróticos, novas posições e novas fontes de prazer, que transformarão tudo numa grande aventura, plena de lances inusitados e estimulantes, onde cada um poderá expressar suas preferências e fantasias mais íntimas. Contudo, viver a sexualidade satisfatoriamente neste período não é uma regra, tampouco uma condição, mas é fato que faz bem, apesar de não continuar igual ao que era antes da gravidez. A mulher experimenta uma série de alterações físicas que irão influir fortemente na vida sexual do casal. Enfim, tudo é permitido desde que haja harmonia entre o casal, que deve buscar o bem-estar mútuo e um maior equilíbrio emocional, diminuindo as ansiedades e angústias próprias desse período.
As experiências amorosas e sensuais marcarão o início de uma vida sexual mais prazerosa e satisfatória e, certamente, aprofundarão o relacionamento conjugal de maneira mais duradoura. Isto tudo independentemente de abstinência por gravidez de risco ou não. Viver a sexualidade durante a gravidez de uma maneira saudável e prazerosa também propicia a continuidade da harmonia conjugal, diminuindo o ciúme do casal, tanto do homem em relação ao bebê, que é percebido como um rival pela íntima relação mãe-bebê, da qual muitas vezes se sente excluído, quanto da gestante, com referência às possibilidades do parceiro sair em busca de aventuras extra-conjugais.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o orgasmo é altamente benéfico em qualquer época da gestação. Ele tem a função de servir como uma válvula de escape para as ansiedades próprias desse período. Há, também, um fator biológico importantíssimo a ser considerado: exercita os músculos do períneo que serão importantíssimos durante o parto.
Quanto ao bebê, ele está lá muito bem protegido por várias camadas de músculo, pela bolsa d'água, que funciona como um amortecedor e, o colo do útero se encontra fechado, bloqueando a entrada uterina. Além disso, o sexo é capaz de fortalecer os músculos do períneo que ajudam na hora do parto, além de deixar a mãe feliz e relaxada. E como o bebê sente tudo o que a mãe sente, sexo é bom durante toda a gravidez.
Não existe um consenso entre os obstetras com relação a hora de parar as relações (com penetração) antes do parto. Enquanto alguns recomendam abstinência todo o último mês da gravidez, outros acreditam que seja necessário só na última semana. Contudo, independentemente de mudanças, adaptações, descobertas e diferenças, cada casal irá expressar e viver de sua forma a sexualidade.




* imagem retirada da internet

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Sexualidade e função sexual em pacientes oncológicos


O câncer caracterizado como doença exige complexo tratamento, que por vezes acaba sendo devastador ao organismo, comprometendo a sexualidade humana. Fisiologicamente, tanto as alterações de alguns tipos de câncer, como o intenso tratamento quimioterápico que provoca nos diferentes sistemas orgânicos acabam por comprometer a sexualidade e a função sexual dessas pessoas.
A sexualidade deve ser entendida conforme 3 dimensões – biológico, psicológico e social – inter-relacionados e inseparáveis. O biológico considera a capacidade do individuo dar e receber prazer sexual, englobando o funcionamento dos órgãos sexuais e a fisiologia da resposta sexual humana – desejo, excitação e orgasmo. A dimensão psicológica leva em consideração a auto-imagem sexual, caracterizada pelas imagens que as pessoas têm de si mesmas como homens e mulheres, tendo como influência a imagem corporal (imagem mental do eu físico). Já o social envolve o papel social de gênero, o comportamento segundo a expectativa dos grupos em que esta pessoa está inserida, e o papel sexual, modo como se mostra, a sensação de se sentir homem ou mulher. Nesta relação com o meio, além do comportamento sexual, deve-se levar em consideração o relacionamento sexual.
As alterações que podem acontecer na sexualidade são tratadas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM IV-TR e pela Classificação Internacional de Doenças, o CID-10. Quando o paciente é submetido a um tratamento ideal, e reafirmamos a importância do trabalho transdisciplinar, os efeitos do problema se tornam menos significativos.
Referente à fisiologia da resposta sexual humana, os pacientes oncológicos mencionam problemas relacionados à fase do desejo sexual, da excitação sexual e do orgasmo.  A diminuição do desejo pode ser influenciada tanto por fatores orgânicos, como também por fatores psicológicos. Os orgânicos estão relacionados, principalmente, a diminuição da testosterona decorrente do tratamento quimioterápico e também pela falta de disposição resultante da anemia vivenciada pelos pacientes e pela presença constante de náuseas e vômitos. O constante sofrimento, medo e preocupação decorrente da doença e do tratamento caracterizam os fatores psicológicos.
Os problemas na excitação sexual masculina também estão influenciados pela diminuição da testosterona e pela própria doença, em decorrência da anemia que acaba alterando o mecanismo vascular da ereção e do fator emocional negativo presente. Fisiologicamente, em 2 ou 3 semanas após a aplicação da quimioterapia o nível de testosterona pode ser revertido. Com relação as mulheres, o principal problema na fase de excitação sexual é a falta de lubrificação vaginal decorrente da diminuição de estrógeno. A queda nos níveis do hormônio estrógeno é consequência do tratamento quimioterápico, cujas manifestações clínicas incluem a diminuição da umidade vaginal e, em raros casos, a redução do diâmetro vaginal.
Na literatura cientifica não há indícios de que a quimioterapia possa provocar alterações na fase do orgasmo, por só ocorrer na presença de efeitos neurológicos que atinjam os nervos regentes do reflexo orgásmico. Contudo, esta fase pode ser comprometida pela presença de dor no ato sexual ou pelo bloqueio emocional provocado pela própria doença.
Os aspectos psicológicos que envolvem a sexualidade dos pacientes, ou seja, que se relacionam com a auto-imagem sexual, frequentemente, fazem parte das queixas apresentadas. A mudança da auto-imagem corporal é mais um dos efeitos indesejáveis do tratamento. Além do mais, essas mudanças provocam preocupações quanto a aceitação social dessas pessoas.
Por conta do quadro clínico, muitos pacientes se tornam mais vulneráveis a infecções, levando-os a se proteger com o uso de preservativo durante a relação sexual, o uso de mascaras em determinados locais e situações, havendo isolamento hospitalar em alguns casos e até mesmo restrição ao beijo. Isto tudo acaba interferindo no comportamento sexual do paciente não só durante a relação, mas também na maneira de expressar sua sexualidade.
A possibilidade de não gerar filhos é outra dificuldade que remete ao sentimento de culpa, pela infertilidade do casal e pode atrapalhar o relacionamento sexual. É importante que os parceiros expressem seus sentimentos sexuais um ao outro, sem esperar que o outro descubra suas ansiedades e necessidades, pois o medo da insatisfação do parceiro e do enfrentamento da relação podem estar relacionados à falta de comunicação entre o casal. Prova disso é o relato de pacientes que referem que o relacionamento sexual melhorou após a doença, por se sentirem mais valorizados pelo parceiro. Talvez aí a diferença seja apenas o fato do relacionamento ter se tornado mais sólido e haver mais comunicação e cumplicidade entre o casal...











quinta-feira, 15 de março de 2012

Um pouquinho sobre a Sexologia – Os diferentes termos


Sexologia é a ciência que abrange e estuda a sexualidade.  Ainda muito recente, tomou corpo nas décadas de 50 e 60 com os relatórios de Kinsey e os trabalhos científicos de Masters e Johnson, apesar da revolução sexual provocada por Sigmund Freud no século XX. É uma ciência diretamente relacionada a diversas áreas do conhecimento como: psicologia, antropologia, medicina, biologia, sociologia, educação, entre outras.

Já a Sexualidade está presente em todas as etapas do desenvolvimento do ser humano, mesmo que ignorada ou bloqueada. Desenvolve-se desde o nascimento até a morte e esta integrada à personalidade e o comportamento, manifestando-se de diversas formas nas diferentes faixas etárias. Envolve muito mais que o sexo anatômico e as suas diferenças, compreende aspectos biológicos, psicológicos e socioculturais.

 A palavra Sexo é usada para designar a relação genital, com ou sem penetração, entre duas ou mais pessoas. Também pode ser utilizado para diferenciar as características genéticas (macho e fêmea). 












terça-feira, 3 de maio de 2011

Foucault - “dispositivo da sexualidade” - arte e resistência feminista.

Encontrei esse artigo muito interessante em que a autora analisa o feminismo e a sexualidade sob a perspectiva de Foucault, sexualidade sociologicamente discutida!! É só clicar no link!


Esse texto explora as intersecções estabelecidas entre a produção artística e a crítica cultural feminista, focalizando as poéticas visuais das artistas Márcia X., Fernanda Magalhães e Rosângela Rennó. Evidencia a permanência do “dispositivo da sexualidade” na contemporaneidade, na perspectiva aberta por Foucault, ao que procura contrapor as formas da resistência feminista encontradas em instalações, performances e objetos artisticamente construídos a partir de um olhar diferenciado, que visam provocar e polemizar com as verdades instituídas, em especial em relação ao corpo feminino, à sexualidade e à subjetividade.


http://vsites.unb.br/ih/his/gefem/labrys11/ecrivaines/luana.htm




domingo, 7 de março de 2010

Para saber: HPV

Encontrei no site da revista Saúde é Vital, um especial sobre HPV, e como saúde e informação são vitais para uma vida sexual feliz, resolvi postar aqui no blog as informações publicadas no site:
O papilomavírus humano não é apenas um vírus, mas uma família inteira deles – são aproximadamente 150 tipos. Algumas versões, que não necessariamente são transmitidas sexualmente, causam verrugas na palma das mãos e na planta dos pés. “Outras levam a uma lesão precursora de câncer na região genital”, diz o dermatologista Hélio Miot, da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. E são esses últimos tipinhos, com predileção pelas partes baixas, os mais preocupantes. “Hoje o HPV é a principal doença viral transmitida pelo sexo. E ele está envolvido em praticamente todos os casos desse tumor”, afirma Luisa Lina Villa, diretora do Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer, em São Paulo. Se isso parece não ter nada a ver com você, saiba que oito entre dez mulheres sexualmente ativas contraem pelo menos um tipo do papiloma ao longo da vida.
Além do útero: Os tipos mais perigosos, chamados de alto risco, podem estar relacionados, em menor freqüência,a tumores de ânus, pênis, vulva, boca e até faringe.
O contato sexual é a maneira mais comum de contágio. E bastante atenção: inclua aí preliminares e sexo oral. Basta o reles atrito com a mucosa infectada, da mão, da boca ou dos genitais, para o vírus fazer mais uma vítima. “Entre uma e três relações sexuais sem penetração é o suficiente para se contaminar”, alerta Luisa Lina Villa. Repetindo: sem penetração. Toalhas, roupas e superfícies como a tábua do vaso sanitário também favorecem a transmissão do vírus. Mas a contaminação por objetos, embora possível, é raríssima.
Algumas medidas são indispensáveis para fugir da cilada do HPV: evitar ter vários parceiros e usar camisinha. Ela só não garante 100% de proteção porque não cobre toda a superfície de contágio.
Mas, para os especialistas, de longe a arma mais eficiente contra o HPV é a vacinação, hoje recomendada para uma faixa mais ampla de idade, que vai de meninas de 9 a mulheres de 45 anos . São três doses – cada uma custa em torno de 400 reais – e o ideal seria que elas fossem tomadas antes mesmo da iniciação sexual, quando ainda não houve contato com o vírus. A eficácia da vacina é alta: 95% de sucesso no combate aos principais causadores de câncer e, no caso da quadrivalente, proteção também contra os que mais provocam verruga genital. “Estudos já mostram os benefícios da vacinação em pessoas com mais de 26 anos e até em homens”, revela Thomas Broker, presidente da Sociedade Internacional de Papilomavírus. Ou seja, é muito provável que, em breve, ela também seja aplicada nesses públicos.
Tomar a vacina não exclui a necessidade de manter-se fiel aos procedimentos rotineiros de prevenção e detecção do vírus. Veja quais são eles:
Papanicolau: Com uma espátula, o médico colhe material do colo do útero e coloca em uma lâmina. Aí, é feita uma análise em microscópio. Não dá para identificar o vírus, mas é possível verificar se há alterações nas células.

Colposcopia: O colposcópio é um aparelho capaz de ampliar 20 vezes a imagem da vagina, da vulva, do colo do útero e do ânus. Para flagrar lesões, um líquido reagente é pincelado na mucosa. No caso dos homens, o exame correspondente é a peniscopia.

Biópsia: Quando os métodos anteriores acusam alguma alteração, retira-se uma pequena amostra do tecido suspeito. Mais uma vez, ela será analisada em microscópio.

Captura híbrida: O material do colo do útero é coletado com o auxílio de uma pequena escova, que, depois, é mergulhada em um líquido desenvolvido para conservar as células. Essa técnica acusa a presença do HPV mesmo se não houver sintomas e determina se o micro-organismo é de alto ou de baixo risco.

Novas técnicas Já estão disponíveis procedimentos que denunciam os subtipos do HPV por meio da análise do seu DNA, apesar de poucos laboratórios oferecerem o serviço. A grande novidade no que diz respeito ao diagnóstico, no entanto, é um teste desenvolvido pelo cientista norueguês Frank Karlsen, especialista em biologia molecular e virologia. Ele consegue mostrar, entre as mulheres infectadas por vírus de alto risco, quais estão mais sujeitas ao desenvolvimento do câncer de colo do útero. “É quase certo que elas terão câncer se o exame der positivo”, disse o médico a SAÚDE!.

Fonte: Nelson Gaburo Júnior, chefe do Laboratório de Biologia Molecular do Diagnósticos da América

Apesar de causar maior estrago nas mulheres, essa família de vírus desaforados não tem preferência sexual. “Nos homens, a contaminação por HPV também é frequente”, conta a epidemiologista Maria do Carmo Costa, do Instituto Nacional do Câncer. Só que, para eles, a higiene é um tanto mais fácil — sem falar que qualquer ferida, por uma questão anatômica, logo salta aos olhos e pode ser tratada depressa.
Entre casais Como o HPV sabe ser discreto – pode permanecer incubado por um ano e às vezes por período indeterminado –, quando ele aproveita uma brecha do sistema imune para se manifestar fica difícil identificar a ocasião em que foi contraído. Daí, apontar o dedo para o parceiro é a primeira reação. “Já vi casais de separarem por isso”, diz a ginecologista Helena Junqueira, do Hospital Santa Joana, em São Paulo.
Segundo Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, é essencial que exista um diálogo sincero, sem essa de um culpar o outro. “O importante é que ambos façam o tratamento adequado e ponto”, enfatiza.



FONTE: http://saude.abril.com.br/especiais/hpv/prevencao.shtml




quarta-feira, 3 de março de 2010

ENTRE AMIGAS: A SEXUALIDADE FEMININA E O PARCEIRO DEDICADO

Ao ler umas matérias sobre sexualidade feminina, das quais compartilharei aqui os principais trechos, deixei de lado a profissional e imaginei uma mulher de vinte e poucos anos, solteira, entre amigas e como toda mulher "bem complexa" fazendo mesma leitura.
O brasileiro tem, em média, três relações sexuais por semana. A freqüência, no entanto, pode variar de acordo com a idade.
• De 15 a 29 anos: quatro ou cinco relações semanais [Isso quando se tem namorado... e olha lá!]
• De 30 a 49 anos: duas ou três relações por semana
• Acima de 50 anos: uma relação por semana ou a cada dez dias
FONTE CARMITA ABDO, COORDENADORA DO PROJETO SEXUALIDADE (PROSEX) DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS.
Se o parceiro se vai ou não existe, não tem dúvida: é preciso apelar para a masturbação. E sem querer (querendo!) está se fazendo o certo. "É um exercício ótimo para a vitalidade dos genitais, especialmente para a mucosa da vagina e da vulva", diz Carmita Abdo. [Ah, e vai viver de masturbação agora!...]. As mulheres não têm botão de liga e desliga. Na hora do prazer na cama, a combinação de alguns detalhes faz toda a diferença. “No pacote pró-sexo, entram autoestima elevada, mente tranquila e bom conhecimento do próprio corpo” [De repente só falta o parceiro...], enumera o psiquiatra e professor de psicologia Alexandre Saadeh. Sem contar uma enxurrada de hormônios e de outras substâncias químicas — além, é claro, de um parceiro dedicado [Olha ele aí!... Mas dedicado?! Mais fácil acreditar em príncipe encantado...], que esteja disposto a estimular pontos estratégicos. Em outras palavras, vários fatores, psicológicos e orgânicos, servem de combustível para acender a vontade de transar na mulher.
Os cientistas estão próximos de soluções para que o termômetro do sexo volte a sinalizar somente tempo quente em quem passa por falta de desejo [E falta de parceiro nada né... Dá-lhe masturbação!]. Uma das novidades é o flibanserin que poderá ser a primeira pílula capaz de estimular o apetite sexual feminino. Sem previsão de lançamento, a Boehringer não tem ainda resultados definitivos sobre a molécula. “Ela modula a disponibilidade de serotonina”, explica Sonia Dainesi, diretora da filial brasileira da empresa. “Essa modulação do neurotransmissor encarregado de promover bem-estar leva a um aumento de dopamina, substância fundamental para instigar o interesse em transar”. Diferentemente das pílulas masculinas que agem quase na mesma hora, o flibanserin levaria de seis a oito semanas para produzir efeitos [Como a mulher é complexa!]. A droga começou a ser estudada pelos cientistas alemães nos anos 1990 [19 anos de estudos ainda não foram suficientes... realmente a mulher é muito superior!] com a promessa de ser um antidepressivo para fazer face a fluoxetina e similares. E, para surpresa geral, o flibanserin mandou as mulheres para a cama [E tinha parceiro disponível?] — para uma boa transa [Está aí o parceiro dedicado...], bem entendido.
Concluindo, Maria Helena Vilela diz: "Sexo só faz bem”. [Ah, isso qualquer um sabe... mas e quando não tem o parceiro (dedicado)? É certo, o problema está nos homens... concordam?]




Matérias retiradas do site: www.saude.abril.uol.com.br





domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Sexualidade e o Cristianismo

As sociedades ocidentais sempre reprimiram o sexo, pressionadas pelas religiões monoteístas, sobretudo pela Igreja Católica, que alimenta o dogma da função meramente reprodutiva. Por outro lado, são sociedades mais abertas, em que as idéias circularam livremente. Mas, há acentos diferentes nos diferentes contextos histórico-culturais, tratando-se da Igreja Católica. Ao longo dos anos, há períodos de diferentes representações. Por isso, temos que estar conscientes dessas diferentes tônicas.
Com tudo, o Vaticano vive sobre o “fio da espada” entre a realidade e o dogma. Seus fiéis, se seguirem a doutrina, só praticarão sexo com a finalidade de procriar. A obra de referencia das religiões ocidentais, a Bíblia, em muitas interpretações trata o sexo como pecado e coisa suja, algo que deve ser expiado. Pode ser isso a causa de tantos episódios sangrentos ligados ao sexo no Antigo Testamento.
Talvez o grande acontecimento na vida privada dos ocidentais, nas últimas décadas de século XX, foi o surgimento de um erotismo totalmente estranho ao sistema cultural judaico-cristão. A cultura judaico-cristã considera o sofrimento uma virtude e o prazer, um pecado. O controle do prazer das pessoas é uma forma de controlá-las. O prazer sexual sempre foi visto como o mais perigoso de todos os pecados, por pertencer à natureza humana e atingir a todos sem exceção. Portanto, é o mais controlado.
Na Idade Média o ato sexual no casamento só era isento do pecado se não houvesse prazer entre o casal. Se o homem desejasse a esposa, estaria cometendo um verdadeiro adultério. E como a mulher desvincularia, então, o orgasmo da procriação? Boa pergunta...
Todavia, nem sempre a Igreja Católica expressa muito bem suas instituições. A Igreja teve uma intuição da ambivalência da sexualidade humana, pois pode esta ser caminho tanto de realização como de frustração, tanto de comunhão como de dominação, tanto de construção como de destruição, dependendo apenas de como trabalhamos nossa sexualidade. E quando ela é vista, compreendida e vivida em profundidade, torna-se um caminho da graça, do amor e da realização humana.
Mas, então, o que ainda há de errado no prazer sexual? Por que ainda existe tanta repressão? Uma explicação possível está no fato de que, quanto mais o individuo vai ampliando , aprofundando e diversificando sua vida sexual, mais coragem ganha para fazer outras coisas, questionar outros valores. Vive, assim, com maior vontade e decisão. O que pode ser tornar perigoso. Com as grandes transformações na moral sexual, homens e mulheres passaram a não acreditar mais, conscientemente, no ato sexual como um pecado. Mas, há muita coisa ainda no inconsciente e o sexo continua sendo um problema complicado e difícil, com muitas dúvidas. Ainda se acredita que o sexo é uma coisa impura e nada humana. Enfim, não foram poucos os séculos de repressão.
Não há duvidas que o legado deixado a nós pela Bíblia é decisivo, extenso e forte, que perpetua ao longo de nossa história mesmo depois de mais de 3000 anos do início de sua escrita. Significá-la até hoje é um exercício indecifrável, para poucos, se é que há alguém que, realmente, foi capaz disso. Precisamos lembrar que Jesus nos ensinou sobre o amor, nada mais sublime que desfrutar do amor puro e verdadeiro, mesmo que para isso haja o desejo carnal e a completude através da realização do ato sexual. Afinal de contas, Deus nos fez seres sexuados!



Gaiarsa JA. Poder e prazer. Ágora, 1986.
Moser A. Religião e seus posicionamentos. In: Giumbelli, E. (Org.). Religião e Sexualidade: convicções e responsabilidades. (p. 21-25). Rio de Janeiro: Garamond, 2005.
Lins RN. & Braga F. O livro de ouro do sexo. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Entrevista com Helen Fischer para a Revista ÉPOCA

- Os laços do orgasmo

Antropóloga explica por que o clímax reforça o vínculo entre os parceiros
Autora do livro Why We Love, lançado nos Estados Unidos, a antropóloga Helen Fischer revela como o prazer sexual moldou a espécie humana.

HISTÓRIA - Helen Fischer examina a evolução do êxtase


ÉPOCA - Qual o papel do orgasmo?

Helen Fischer - Para os homens, fica claro que é para levar o sêmen à vagina. Teoricamente as mulheres podem procriar sem orgasmo. Alguns biólogos acham que o orgasmo feminino não representa nenhuma vantagem evolutiva, como os mamilos no homem. Já eu tenho outro ponto de vista.

ÉPOCA - Qual é então a função do orgasmo feminino?

Helen - A incerteza de que ele venha a acontecer é fascinante. Alguns pesquisadores vêem nisso um mecanismo defeituoso. Creio que é exatamente na incerteza que reside a vantagem evolutiva.

ÉPOCA - Que vantagem?

Helen - O orgasmo é uma das experiências sensoriais mais bonitas. As mulheres dão preferência aos homens com as quais chegam ao ápice. O orgasmo é um instrumento para as mulheres medirem a devoção do parceiro. Um homem que pacientemente a ajuda a chegar ao clímax aumenta as chances de que ela permaneça interessada nele. Ela sabe que a longo prazo o homem será o parceiro atencioso que zelará por ela e pela família.

ÉPOCA - O homem não está apenas satisfazendo o próprio ego quando garante o orgasmo da parceira?

Helen - Não. O orgasmo fortalece a parceria. Quando ele ocorre, o corpo libera oxitocina e vasopressina. Essas substâncias reforçam o vínculo entre mães e recém-nascidos e também o compromisso dos adultos depois de ocorrer o ato sexual.

ÉPOCA ED. Nº 342 = 06/12/04 = MATÉRIA DE CAPA

Um pouquinho sobre SEXUALIDADE HUMANA

Há pouco tempo, a sexualidade ainda era considerada expressão de “baixos instintos animais”, que deveriam ser combatidos, subjugados e controlados. Foi nas últimas décadas do século XX que aconteceu nas sociedades ocidentais um conjunto de transformações profundas e aceleradas nos valores, normas e práticas sociais sobre as questões da sexualidade. Alargou-se o repertório sexual, diversificaram-se as normas e trajetórias da vida sexual, multiplicaram-se os saberes e as representações da sexualidade. As transformações sociais mais globais, as mudanças produzidas na mentalidade e nas instituições mais relacionadas, a conjugalidade e o campo das relações familiares, foram construindo e modelando a sexualidade humana e as suas regras morais. Isto não quer dizer que as investigações cientificas tenham superado as questões que envolvem a sexualidade, ao contrario, ainda há uma grande necessidade em compreender a sexualidade à luz de pesquisas cientificas.
Ainda vivemos numa época em que a temática sobre sexualidade está num patamar difícil, pois nossa sociedade tem se mascarado numa liberdade aparente em relação ao sexo. A chamada liberdade sexual não implica ausência de conflitos relacionados à sexualidade, mas sim a possibilidade em lidar com tais conflitos havendo o mínimo de desgaste emocional, medo e outros transtornos decorrentes do uso da sexualidade. Mesmo no século XXI, há questionamentos sobre posturas, valores, atitudes e relacionamentos, que merecem maior compreensão e pesquisas, pois o exercício da sexualidade deve ser encarado com consciência.
A vivência da sexualidade está diretamente relacionada à forma pela qual os valores e as práticas sociais são percebidas e incorporadas pelos sujeitos, refletindo as diferentes culturas que coexistem nas sociedades. Hoje, sabemos que a sexualidade é uma característica inerente ao ser humano, desde a vida intra-uterina até o final de sua existência, constituindo-se numa forma de expressão que reflete o contexto sociocultural no qual o sujeito está inserido e se desenvolve. É parte integrante da personalidade do indivíduo.


Abdo CHN. Sexualidade Humana e seus transtornos. 2a ed. São Paulo: Lemos Editorial; 2001.
Bozon, M. Sociologie de Ia sexualité, s.I., Nathan/VUEF, 2002.
Vilar D. A educação sexual faz sentido no actual contexto de mudança? Educação Sexual em Rede, 1, 2005.
Zampieri MC. O sexo na universidade: um estudo sobre a sexualidade e o comportamento sexual do adolescente univesitário. São Paulo: Arte & Ciencia, 2004.
Melo ASAF, Santana JSS. Sexualidade: Concepções, valores e condutas entre universitários de biologia da UEFS. Revista baiana de saúde pública, 29(2), 2005.