Mostrando postagens com marcador relacionamento conjugal; conjugalidade; casal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamento conjugal; conjugalidade; casal. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 1 de novembro de 2016
CONJUGALIDADE: As finanças
Está no ar o terceiro vídeo da série Conjugalidade - As finanças. E aí, como vocês lidam com as finanças?
CONJUGALIDADE: As responsabilidades domésticas
Está no ar o segundo vídeo da série conjugalidade, desta vez vamos falar sobre um tema bastante discutido nos consultórios e fora deles, no dia-a-dia dos casais: As Responsabilidades Domésticas!
Venha ver!
Venha ver!
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Sobre os 50 tons do arco-íris
Como eu não conseguiria explicar em
um breve comentário minha visão (como já disse no texto anterior é um assunto
que eu passaria dias discutindo e aquela ideia foi bem sucinta mesmo), vim
escrever mais algumas palavrinhas sobre meu ponto de vista e que talvez o explique
melhor.
Agradeço os comentários e as
dicas para ler o livro... Quem sabe me aventurarei depois que terminar O ensaio
sobre a cegueira (incrivelmente fantástico!). Acho realmente bacana o fato das
mulheres começarem a pensar mais na sexualidade, seja da forma que for. Também
achei muito interessante a preferência sado-masoquista dele ser explicada por
um abuso, confere? Primeiro porque alguns especialista ainda acreditam que o
abuso não cause tantos traumas quanto imaginamos e segundo porque isso pode nos
mostrar que o comportamento dele foi construído em cima de situação traumática,
que não foi resolvida e tratada. É muito lindo, realmente, trazer essa questão
de uma forma positiva e romântica e virar um fenômeno mundial. Contudo, na
prática não é assim... a realidade é muito diferente disso! E também é, no
quesito relacionamento. Nós mulheres somos por essência (leia-se aqui a grande
maioria) românticas e sonhamos com um príncipe encantado. E a realidade é
assim? O príncipe encantado existe? Que mulher não sonha com um homem rico,
lindo, gentil e educado que a leve para lugares inusitados sempre brindando com
Veuve Clicquot? Claro, que esse mocinho mexe com o imaginário das mulheres,
principalmente, as mulheres de hoje que tem vários papéis a desempenhar em um
mundo que cada vez mais cobra por resultados (leia-se perfeitos), ou seja, a
super mulher. Infelizmente, mais uma vez tenho que dizer que a realidade não é
esta, e está longe de ser... Nunca as
taxas de divórcios foram tão altas, por quê? Uma das explicações para isso está
no bombardeio de cobranças da sociedade por seres humanos perfeitos que não
toleram diferenças, e então no primeiro obstáculo que o relacionamento impõe, a
separação é certa. Quantas mulheres não estão solteiras por sonharem encontrar
o homem dos seus sonhos? Perdemos muito tempo apenas idealizando. A verdade é
que ele não existe, sejamos realistas, não frustradas!
É importante o autoconhecimento,
assim aprendemos a lidar com nossos defeitos (e como dói) e também a respeitar
os dos outros. Respeitar em um relacionamento é fundamental! Buscar o equilíbrio
é crucial! E por tudo isso que eu falo que existem 50 tons de vermelho
também... E não só de vermelho, mas de rosa, de verde, de azul e amarelo também! O prazer da leitura é
fantástico (como é bom ler), mas a realidade é outra (como uma leitora do blog trouxe, devemos saber separá-la da ficção)... Então pergunto: Por que a autora não construiu os
personagens em cima de algo mais palpável? Personagens mais reais? Porque a realidade
não é vendida! As mulheres ainda não descobriram o quanto o seu prazer pode ser
intenso. E aí como Sexóloga (e são anos de estudo sobre o assunto e muitos e
distintos casos na bagagem) eu lhes convido a ler 2 textos que eu escrevi aqui
no blog Desvendando um mistério: O Clitoris ou Clitóris, como preferir e
O mito caiu por terra. E então lhes
deixo a seguinte pergunta: Já tinham conhecimento disto?
Temos a maior arma de prazer, o clitóris
e sequer sabemos disto (talvez agora eu não esteja sendo realista, mas quero
que todas as mulheres saibam e não estou cobrando nada por isso). Até porque os
estudos sobre a sexualidade feminina são atualíssimos ao se tratar de ciência, e
talvez só aconteçam graças a esse feminismo que muitas vezes soa tão pejorativo.
Também temos vários estudos que mostram o quanto é importante para o homem perceber
a satisfação da parceira na relação sexual, assim aquela que tem o
autoconhecimento de sua própria sexualidade, consequentemente, deixará também
seu parceiro mais satisfeito. Quando falo em sermos egoístas, não é questão de
feminismo, até porque uma relação sexual (sequer um relacionamento) deve ser
tomada como machista ou feminista. Devemos descaracterizar esses modelos e criar
nossos próprios. O que devemos sim, é assumirmos as rédeas da nossa sexualidade,
esquecer falsos mitos, conhecer o próprio corpo e prazer (masturbação não é
pecado, é a melhor forma de se conhecer) e desfrutar de todos os benefícios que
uma boa relação sexual pode nos proporcionar (como descrito em outro post).
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Sexo X Casamento
Anos de convivência, correria do trabalho, cuidado com a
casa, com os filhos, contas a pagar... Só em ler esta sequência já é de cansar,
imagina isso no dia-a-dia... E é verdade que tudo vira prioridade diante da
vida sexual de um casal. Os estudos comprovam que a rotina corrida e exaustiva
está acabando com a libido dos casais.
Além da rotina, a segurança de um relacionamento estável,
onde já houve a conquista, leva ao comodismo e diminuição da sensualidade
entre o casal. Contudo, é dado o alerta: sexo é fundamental para a manutenção
de um relacionamento saudável. Segundo a pesquisa Mosaico Brasil, realizada
pelo Prosex em parceria com a Pfizer, para os homens a atividade sexual só é menos
importante que ter uma alimentação saudável e tempo de convivência com a
família. Já para as mulheres está em oitavo lugar na lista de prioridades,
ficando atrás da alimentação saudável, tempo de convivência com a família,
qualidade do sono, prevenção de doenças e cuidados com a saúde, trabalhar no
que gosta, ter tempo para atividades culturais ou ‘hobbies’ e convivência
social.
Diferentemente do homem que atenta muito ao estímulo visual,
o desenvolvimento do desejo sexual nas mulheres exige estímulos sobre os cinco
sentidos. Entretanto, ao longo do tempo de relacionamento, as preliminares mais
prolongadas deixam de existir para haver uma economia de energia tanto da parte
do homem, quanto da mulher. Isso pode acarretar uma diminuição de desejo sexual
na mulher que necessita de mais estímulos. E agora, todos se perguntam: Como
manter o desejo sexual após os anos de compromisso? Ou, como reavivá-lo depois
de adormecido?
Adivinhei, não é?! Sim, é preciso um esforço para manter a
criatividade e o tesão. Alimente a vida conjugal. Preserve o encontro. Crie oportunidades
e expectativas. Reconquiste seu parceiro todos os dias. Fantasie, estimule suas
ideias. Converse com seu(sua) parceiro(a) sobre suas vontades e descubra as
dele(a), é importante ter esse diálogo. Experimente algo novo. Não se descuide,
sinta-se desejado(a). Mantenha a intimidade.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
O Casamento e a Separação
O casamento é a construção de uma nova identidade para os
cônjuges, de um ‘eu-conjugal’ que vai se construindo através das interações
entre os parceiros. No momento em que um casal opta por viver juntos, cada um
deles terá de se modificar internamente e se reorganizar em busca do equilíbrio
para a relação. E por valorizarem demais o casamento, ao ponto de não aceitarem
que a relação conjugal não corresponda às suas expectativas, que o número de
separações tem crescido cada vez mais.
O divórcio reflete uma exagerada exigência dos cônjuges. A
realidade atual é muito diferente da vivida no século passado, cada vez mais as
pessoas se tornam individualistas, privando-as de uma das características muito
importante para o sucesso de um casamento: a flexibilidade. Devemos pensar que
temos, debaixo de um teto em comum, duas pessoas diferentes (porque ninguém é
igual a ninguém), com criações diferentes (por mais parecidas que sejam, são
diferentes), realizando interesses comuns e construindo uma base sólida para a
formação de uma família. E, portanto precisamos, sim, ser flexíveis... Mas,
além disso, é preciso usufruir muito bem da chave do sucesso para um bom
relacionamento: a comunicação! Em um relacionamento não existem ‘entre linhas’.
No processo de separação a identidade conjugal construída com
o casamento vai gradualmente se desfazendo, levando cada um dos cônjuges a uma
redefinição das suas identidades individuais. E este processo é umas das
experiências mais dolorosas do ser humano, sendo extremamente complexo. Os
cônjuges encontram-se diante da frustração de um casamento que não supera suas
expectativas. Talvez por isso e pela valorização exacerbada do casamento, a
maioria dos divorciados acaba caminhando para um recasamento.
Embora homens e mulheres vivenciem a mesma dor, comportam-se
diferentemente e manifestam seus sentimentos em relação à separação e possível
causa de formas distintas. Provavelmente, essas diferenças estejam muito mais
relacionadas às questões culturais do que a própria distinção biológica entre
os sexos. Nas últimas décadas as mulheres conquistaram mais espaço no mercado
de trabalho, na sociedade e dentro do próprio relacionamento conjugal, o que
fez com que elas se tornassem mais exigentes amorosamente. Os estudos mostram
que as mulheres apresentam uma maior possibilidade de realizar mudanças, assim
como de romperem o casamento, talvez pela facilidade em falar sobre seus
sentimentos e motivação em explicar e discutir o relacionamento. Mas a verdade
é que, desconstruir um relacionamento conjugal após a separação, e ao mesmo
tempo reconstruir a identidade individual, não é fácil. É um processo lento e
vivenciado com dificuldade e sofrimento. A maior liberdade se mistura ao
sentimento de solidão, tanto para homens como para as mulheres.
O que se percebe é que, atualmente, homens e mulheres buscam relacionamentos mais verdadeiros e gratificantes, talvez por isso tantos casamentos se dissolvam. Só não e se pode ‘ir para o altar’ (hoje está não é mais uma premissa básica para um relacionamento conjugal) pensando que se não der certo, existe a separação... É preciso tentar fazer com que dê certo!
Imagem retirada da internet
Marcadores:
Casamento,
divórcio,
relacionamento conjugal; conjugalidade; casal,
separação
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A Riqueza de um Casamento Romântico
No site do Dr. Flávio Gikovate (www.flaviogikovate.com.br), um renomado Psiquiatra e Escritor, encontrei este artigo que fala sobre a riqueza de um casamento romântico. Com um interessante ponto de vista sobre o amor e como ele pode ser duradouro, e a diferença entre um relacionamento construído somente a partir do desejo sexual, e como a semelhanças na personalidade e nos projetos futuros contribuem para um relacionamento romântico e feliz. Vale a pena ler e refletir!
"Do ponto de vista teórico, os casamentos com altos e duradouros lances de romantismo deveriam ser muito mais freqüentes que aqueles baseados em uma sexualidade rica e exuberante. Mas, na prática, isso não ocorre. Não quero dizer que sejam tão comuns as uniões sexualmente satisfatórias, mas que são raríssimos os casais que conseguem viver, ao longo de várias décadas, uma experiência sentimental bonita, daquelas de encher o coração de alegria e os olhos de lágrimas, de tanta emoção.
As coisas costumam ser mal colocadas desde o começo. A grande maioria dos casamentos ocorre entre uma pessoa apaixonada e outra que prefere ser objeto da paixão. Enquanto a primeira – mais generosa – oferece, a segunda – mais egoísta – recebe. A mais generosa tem coragem de amar. A egoísta tem medo de sofrer e se protege da dor do amor ao não se abrir demais para a relação. As uniões desse tipo apresentam momentos bonitos, é claro. Possibilitam até mesmo uma vida sexual de permanente conquista. Sim, porque o egoísta nunca se entrega totalmente ao outro, de modo que o generoso estará sempre tentando conquistá-lo. Esse fenômeno costuma gerar alguns instantes de profundo encontro, mas são momentos vãos, que logo se desfazem. E o corre-corre das brigas e da luta pela conquista volta.
No entanto, esse é apenas um dos aspectos da questão. Outro fator de peso está nas diferenças de temperamento (generosos e egoístas são bastante diferentes), de gosto e interesses. Na vida prática, no dia-a-dia, as divergências de opinião e a falta de um projeto comum provocam irritação permanente. E isso não vale só para as grandes diferenças. O cotidiano se faz realmente nas pequenas coisas: Onde vamos jantar? Que amigos vamos convidar? Onde vamos passar as férias? A que filme vamos assistir? Como agiremos com as crianças? O que faremos com os parentes? E assim por diante. São justamente estas pequenas contradições que provocam a irritação, a raiva e, portanto, a maioria das brigas. As afinidades aproximam as pessoas, enquanto as diferenças as afastam. Além do mais, a oposição é a raiz da inveja: o baixo inveja o alto; o gordo, o magro; o preguiçoso, o determinado; o introvertido, o sociável. E a inveja é inimiga do diálogo. Nesse tipo de união, as brigas serão o normal no relacionamento, e os momentos de encontro e harmonia serão exceções cada vez mais raras.
Eu disse que, do ponto de vista teórico, a felicidade romântica no casamento poderia ser bastante comum porque o amor não padece do desejo de novidade que tanto agrada ao sexo. Ao contrário, o amor é apego, é vontade de aconchego, de tranqüila intimidade. Trata-se de um sentimento que floresce e frutifica melhor quando tudo é exatamente igual e antigo. Gostamos da nossa casa, daquela velha roupa que nos agasalha tão bem. Gostamos de voltar aos mesmos lugares do passado, da nossa cidade, do nosso país. Queremos também sentir essa solidez e estabilidade com o nosso parceiro amoroso. Amor é paz e descanso e deriva justamente do fato de uma pessoa conhecer e entender bem a outra. Por isso, é importante que as afinidades, as semelhanças, predominem sobre as diferenças de temperamento, caráter e projetos de vida. Seres humanos parecidos poderão viver uma história de amor rica e de duração ilimitada. Não terão motivos para divergências. Não sentirão inveja.
Um último alerta – além da lição que se pode tirar da experiência, acima descrita, dos raros casais que vivem harmoniosamente – é que cada um deve procurar se unir a seu igual. Só assim o amor não será um momento fugaz. Para que a intimidade não se transforme em tédio e continue a ser rica e estimulante, é necessário que o casal faça planos em comum e que depois se empenhe em executá-los. De nada adianta fugir para uma ilha deserta para curtir a paixão maior. Quem fizer isso provavelmente voltará, depois de dois meses, decepcionado com a vida e com o amor. A vida é um veículo de duas rodas: só se equilibra em movimento. Para que duas pessoas se tornem uma unidade é preciso criar um objetivo: ter filhos, construir uma casa, um patrimônio, uma carreira profissional, um ideal… o conteúdo em si não interessa. Seja qual for, é a cumplicidade que o transforma em algo fundamental. Fazer planos é sempre uma aventura excitante. É sobre eles que mais adoramos sonhar juntos."
Do texto: A Riqueza de um Casamento Romântico, Flávio Gikovate - Março/2000
"Do ponto de vista teórico, os casamentos com altos e duradouros lances de romantismo deveriam ser muito mais freqüentes que aqueles baseados em uma sexualidade rica e exuberante. Mas, na prática, isso não ocorre. Não quero dizer que sejam tão comuns as uniões sexualmente satisfatórias, mas que são raríssimos os casais que conseguem viver, ao longo de várias décadas, uma experiência sentimental bonita, daquelas de encher o coração de alegria e os olhos de lágrimas, de tanta emoção.
As coisas costumam ser mal colocadas desde o começo. A grande maioria dos casamentos ocorre entre uma pessoa apaixonada e outra que prefere ser objeto da paixão. Enquanto a primeira – mais generosa – oferece, a segunda – mais egoísta – recebe. A mais generosa tem coragem de amar. A egoísta tem medo de sofrer e se protege da dor do amor ao não se abrir demais para a relação. As uniões desse tipo apresentam momentos bonitos, é claro. Possibilitam até mesmo uma vida sexual de permanente conquista. Sim, porque o egoísta nunca se entrega totalmente ao outro, de modo que o generoso estará sempre tentando conquistá-lo. Esse fenômeno costuma gerar alguns instantes de profundo encontro, mas são momentos vãos, que logo se desfazem. E o corre-corre das brigas e da luta pela conquista volta.
No entanto, esse é apenas um dos aspectos da questão. Outro fator de peso está nas diferenças de temperamento (generosos e egoístas são bastante diferentes), de gosto e interesses. Na vida prática, no dia-a-dia, as divergências de opinião e a falta de um projeto comum provocam irritação permanente. E isso não vale só para as grandes diferenças. O cotidiano se faz realmente nas pequenas coisas: Onde vamos jantar? Que amigos vamos convidar? Onde vamos passar as férias? A que filme vamos assistir? Como agiremos com as crianças? O que faremos com os parentes? E assim por diante. São justamente estas pequenas contradições que provocam a irritação, a raiva e, portanto, a maioria das brigas. As afinidades aproximam as pessoas, enquanto as diferenças as afastam. Além do mais, a oposição é a raiz da inveja: o baixo inveja o alto; o gordo, o magro; o preguiçoso, o determinado; o introvertido, o sociável. E a inveja é inimiga do diálogo. Nesse tipo de união, as brigas serão o normal no relacionamento, e os momentos de encontro e harmonia serão exceções cada vez mais raras.
Eu disse que, do ponto de vista teórico, a felicidade romântica no casamento poderia ser bastante comum porque o amor não padece do desejo de novidade que tanto agrada ao sexo. Ao contrário, o amor é apego, é vontade de aconchego, de tranqüila intimidade. Trata-se de um sentimento que floresce e frutifica melhor quando tudo é exatamente igual e antigo. Gostamos da nossa casa, daquela velha roupa que nos agasalha tão bem. Gostamos de voltar aos mesmos lugares do passado, da nossa cidade, do nosso país. Queremos também sentir essa solidez e estabilidade com o nosso parceiro amoroso. Amor é paz e descanso e deriva justamente do fato de uma pessoa conhecer e entender bem a outra. Por isso, é importante que as afinidades, as semelhanças, predominem sobre as diferenças de temperamento, caráter e projetos de vida. Seres humanos parecidos poderão viver uma história de amor rica e de duração ilimitada. Não terão motivos para divergências. Não sentirão inveja.
Um último alerta – além da lição que se pode tirar da experiência, acima descrita, dos raros casais que vivem harmoniosamente – é que cada um deve procurar se unir a seu igual. Só assim o amor não será um momento fugaz. Para que a intimidade não se transforme em tédio e continue a ser rica e estimulante, é necessário que o casal faça planos em comum e que depois se empenhe em executá-los. De nada adianta fugir para uma ilha deserta para curtir a paixão maior. Quem fizer isso provavelmente voltará, depois de dois meses, decepcionado com a vida e com o amor. A vida é um veículo de duas rodas: só se equilibra em movimento. Para que duas pessoas se tornem uma unidade é preciso criar um objetivo: ter filhos, construir uma casa, um patrimônio, uma carreira profissional, um ideal… o conteúdo em si não interessa. Seja qual for, é a cumplicidade que o transforma em algo fundamental. Fazer planos é sempre uma aventura excitante. É sobre eles que mais adoramos sonhar juntos."
Do texto: A Riqueza de um Casamento Romântico, Flávio Gikovate - Março/2000
Marcadores:
amor,
Casamento,
relacionamento conjugal; conjugalidade; casal
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O Relacionamento Conjugal

Cada membro de um casal tem uma história de vida única, que figura sua maneira de ser. No casamento, teremos então dois universos diferentes num encontro íntimo e intenso. Bem, gerar tensão torna-se natural quando há o encontro de dois mundos distintos. Contudo, essa tensão precisa ser enfrentada, pois poderá enriquecer ou empobrecer o relacionamento, dependendo do modo como for elaborada. Assim, a maneira como o casal se estrutura com suas diferenças e semelhanças, irá traçar o futuro da família. E o par tem ainda o grande desafio de viabilizar uma relação sadia. E tem como estruturar a relação sem oprimir o outro? É preciso saber lidar com as diferenças. Conflitos insuperáveis ou falsas soluções podem ser gerados pela dificuldade em se trabalhar as diferenças. Quando a manipulação e o autoritarismo estão presentes, o que define a relação é a luta pelo poder, pois o detentor do poder poderá neutralizar o outro. E quando subjugada, a pessoa deixa de existir com autonomia. Se nega as diferenças.
A dedicação excessiva com o trabalho ou outra atividade também é um exemplo de dificuldade em lidar, construtivamente, com o diferente. Na medida em que as energias são, em grande parte, direcionadas para as tarefas executadas, sobra pouco tempo para o relacionamento, contornando a questão das diferenças. Entretanto, falsas soluções também têm um preço. Uma hostilidade crescente pode ser gerada pela permanente frustração, e o clima de irritabilidade pode se tornar constante no relacionamento de muitos casais.
E como é possível caminhar para um relacionamento verdadeiro? Não há fórmulas, e assim como outras questões importantes da vida, não é tão simples, diria que é uma tarefa bem complexa. A forma tomada será construída pelo casal, com ajustes perfeitos e naturais. É necessário reconhecer a relação como um processo, algo em permanente construção. Isto implica em:
- Sair de si e ir ao encontro do diferente. Participar do mundo do outro, rompendo com o individualismo.
- Elaborar juntos um projeto de vida
- Estar permanentemente em risco. Construir, fazer, arriscar.
- Ser capaz de lidar construtivamente com conflitos e tensões.
- Deixar o imediatismo, ter uma paciência madura para caminhar passo a passo.
- Ser flexível.
A vivência conjugal pode ser vista como um exercício de democracia, em que se convive com as diferenças. Encontrar o outro, entrelaçar experiências distintas traz muitas possibilidades e, como toda possibilidade, há riscos e armadilhas. Entretanto é preciso aproveitar a riqueza das situações para aprender e crescer. E para empreender esta caminhada tão delicada, há necessidade de auxilio mútuo e companheirismo. Estar lado a lado não permite a disputa pelo poder. A verdadeira relação amorosa procura entender o outro a partir de seu próprio mundo e trabalha para desabrochar e desenvolver do outro. O companheiro esta AO LADO para partilhar e participar deste florescer constante que é a dinâmica da vida.
(Do texto original Caminhar Juntos do Dr. Almir Linhares de Faria)
Marcadores:
relacionamento conjugal; conjugalidade; casal
Assinar:
Postagens (Atom)
