Muitas
vezes vejo a parentalidade como a coroação de uma vida sexual saudável e de uma
boa relação conjugal, mas também fica óbvio que em muitos casos nem sempre é assim. Acredito
que quanto mais saudável seja a vida sexual do casal e melhor a relação entre
eles, com certeza mais fácil será exercer o papel de ser pai e de ser mãe. Com a frase anterior já foi possível ter uma ideia do que pode ser essa tal
parentalidade. E depois de um bom tempo sem postar por falta de tempo de
preparar um texto bacana sobre algum tema interessante, hoje vim aqui para
falar sobre PARENTALIDADE. É fácil, mas sei também que para muitos é uma
incógnita, pois foi isso que ouvi há 2 semanas de uma aluna.
Os
desejos de maternidade e de paternidade não iniciam quando um casal decide ter
um filho, pois desde muito cedo em seu
desenvolvimento, muitas pessoas constroem um projeto de vida: crescer,
encontrar um par amoroso e com ele dar início a uma nova família. E neste
contexto, diferentes motivações podem dar origem ao desejo de ter um filho.
O desejo de ter um filho pode ser consciente, mas também inconsciente. Em
nível consciente, este desejo significa se situar pai e mãe como seus próprios
pais, ter seu próprio filho. O casal assume seu modelo relacional próprio. Por
outro lado, desejar um filho tem também significações inconscientes, desconhecidas
dos próprios pais, que podem se expressar como um ato criador e produtivo, a
realização da condição masculina e feminina. Contudo, também pode ser usado
como tentativa de solução de conflitos e problemas. A gravidez irá agitar
antigas ansiedades e revitalizar emoções que, muitas vezes, estavam
adormecidas. Assim, o que precede a concepção, sobretudo o que está ligado à
decisão de se ter um filho e o momento dessa decisão influenciam as vivências
ocorridas na transição para a parentalidade.
A parentalidade
é o processo de maturação da personalidade que designa a maternalidade e a paternalidade,
•
Maternalidade (relativo à mãe).
•
Paternalidade (relativo ao pai).
Ou
seja, a parentalidade é o conjunto de remanejamentos psíquicos e afetivos que
permitem ao adulto tornar-se pai, tornar-se mãe, e de responder às necessidades
do seu bebê em três níveis (Lamour & Barraco, 1998):
• Do
corpo do bebê
• Da
vida afetiva do bebê
• Da
vida psíquica do bebê
Já Stoléru (1989) traz o conceito como parentificação e sendo o conjunto de processos psíquicos que ocorrem quando um homem torna-se pai e uma mulher torna-se mãe e depende de fatores psicológicos, biológicos, sociais e culturais. Bem, é verdade que tanto a mulher/mãe como o homem/pai sofrerão transformações profundas para reelaborarem seus papéis como pais, cônjuges, profissionais, filhos, netos, amigos, seus lugares em suas famílias, seus status legais e eles mesmos como responsáveis pela vida e crescimento de um ser (o filho). Esse processo de tornar-se mãe e tornar-se pai é contínuo na vida dos pais, e acontecerá com a chegada do primeiro, do segundo, do terceiro filho e assim por diante, com menos ou mais intensidade de mudanças e reelaborações.
* imagem retirada da internet
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