quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
sábado, 1 de dezembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Sobre os 50 tons do arco-íris
Como eu não conseguiria explicar em
um breve comentário minha visão (como já disse no texto anterior é um assunto
que eu passaria dias discutindo e aquela ideia foi bem sucinta mesmo), vim
escrever mais algumas palavrinhas sobre meu ponto de vista e que talvez o explique
melhor.
Agradeço os comentários e as
dicas para ler o livro... Quem sabe me aventurarei depois que terminar O ensaio
sobre a cegueira (incrivelmente fantástico!). Acho realmente bacana o fato das
mulheres começarem a pensar mais na sexualidade, seja da forma que for. Também
achei muito interessante a preferência sado-masoquista dele ser explicada por
um abuso, confere? Primeiro porque alguns especialista ainda acreditam que o
abuso não cause tantos traumas quanto imaginamos e segundo porque isso pode nos
mostrar que o comportamento dele foi construído em cima de situação traumática,
que não foi resolvida e tratada. É muito lindo, realmente, trazer essa questão
de uma forma positiva e romântica e virar um fenômeno mundial. Contudo, na
prática não é assim... a realidade é muito diferente disso! E também é, no
quesito relacionamento. Nós mulheres somos por essência (leia-se aqui a grande
maioria) românticas e sonhamos com um príncipe encantado. E a realidade é
assim? O príncipe encantado existe? Que mulher não sonha com um homem rico,
lindo, gentil e educado que a leve para lugares inusitados sempre brindando com
Veuve Clicquot? Claro, que esse mocinho mexe com o imaginário das mulheres,
principalmente, as mulheres de hoje que tem vários papéis a desempenhar em um
mundo que cada vez mais cobra por resultados (leia-se perfeitos), ou seja, a
super mulher. Infelizmente, mais uma vez tenho que dizer que a realidade não é
esta, e está longe de ser... Nunca as
taxas de divórcios foram tão altas, por quê? Uma das explicações para isso está
no bombardeio de cobranças da sociedade por seres humanos perfeitos que não
toleram diferenças, e então no primeiro obstáculo que o relacionamento impõe, a
separação é certa. Quantas mulheres não estão solteiras por sonharem encontrar
o homem dos seus sonhos? Perdemos muito tempo apenas idealizando. A verdade é
que ele não existe, sejamos realistas, não frustradas!
É importante o autoconhecimento,
assim aprendemos a lidar com nossos defeitos (e como dói) e também a respeitar
os dos outros. Respeitar em um relacionamento é fundamental! Buscar o equilíbrio
é crucial! E por tudo isso que eu falo que existem 50 tons de vermelho
também... E não só de vermelho, mas de rosa, de verde, de azul e amarelo também! O prazer da leitura é
fantástico (como é bom ler), mas a realidade é outra (como uma leitora do blog trouxe, devemos saber separá-la da ficção)... Então pergunto: Por que a autora não construiu os
personagens em cima de algo mais palpável? Personagens mais reais? Porque a realidade
não é vendida! As mulheres ainda não descobriram o quanto o seu prazer pode ser
intenso. E aí como Sexóloga (e são anos de estudo sobre o assunto e muitos e
distintos casos na bagagem) eu lhes convido a ler 2 textos que eu escrevi aqui
no blog Desvendando um mistério: O Clitoris ou Clitóris, como preferir e
O mito caiu por terra. E então lhes
deixo a seguinte pergunta: Já tinham conhecimento disto?
Temos a maior arma de prazer, o clitóris
e sequer sabemos disto (talvez agora eu não esteja sendo realista, mas quero
que todas as mulheres saibam e não estou cobrando nada por isso). Até porque os
estudos sobre a sexualidade feminina são atualíssimos ao se tratar de ciência, e
talvez só aconteçam graças a esse feminismo que muitas vezes soa tão pejorativo.
Também temos vários estudos que mostram o quanto é importante para o homem perceber
a satisfação da parceira na relação sexual, assim aquela que tem o
autoconhecimento de sua própria sexualidade, consequentemente, deixará também
seu parceiro mais satisfeito. Quando falo em sermos egoístas, não é questão de
feminismo, até porque uma relação sexual (sequer um relacionamento) deve ser
tomada como machista ou feminista. Devemos descaracterizar esses modelos e criar
nossos próprios. O que devemos sim, é assumirmos as rédeas da nossa sexualidade,
esquecer falsos mitos, conhecer o próprio corpo e prazer (masturbação não é
pecado, é a melhor forma de se conhecer) e desfrutar de todos os benefícios que
uma boa relação sexual pode nos proporcionar (como descrito em outro post).
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Sobre os 50 tons de cinza
Até semana passada eu não sabia sequer que existia 50 tons de
cinza, ou uma escritora chamada E. L. James, ou um tal Christian Grey e uma tal
Anastasia Steele. Se isso é a realidade atual, estou vivendo em Marte (ainda
bem). E se alguém me perguntar se eu li o tal livro, vou responder com muito
orgulho que não. Além da minha criação, onde o lugar da mulher jamais foi de
submissão, fui contra todos os preconceitos da sociedade que envolvem a sexualidade
humana e assumi meu desejo pela sexologia como profissão. E com minha
experiência profissional percebo que a realidade dos casais e das mulheres está
bem longe de ser um conto de fadas e, aprofundando mais no tema sexual chave do
livro também não acredito que sadomasoquismo seja algo revolucionário para se
viver melhor a sexualidade.
Que triste pensar que em pleno ano de 2012 as mulheres precisem
de um livro que fale explicitamente sobre sexo para se libertarem e melhorarem
seu relacionamento sexual em casa. São décadas de luta pela independência financeira,
pelos direitos morais e cíveis iguais aos dos homens, mas a liberdade sexual,
batalhada desde a década de 60 com a pílula anticoncepcional, mostra-se
fragilizada e não tão necessária diante do forte desejo de submissão entre 4
paredes demonstrado pela grande maioria das leitoras do livro. Ou seja, as
mulheres buscam incessantemente cumprir o papel de ‘super mulher’ exigido pela
sociedade, mas escondido de todos é melhor satisfazer a vontade do ‘super homem’
para permanecer ao seu lado.
O fenômeno em que se tornou tal livro ainda me faz pensar que
ele é apenas mais um objeto do consumismo desenfreado e tão querido das
mulheres. A preciosa peça que todas as mocinhas (principalmente as virgens e
pobres) precisam ter para conquistar o príncipe lindo, bem-sucedido e
milionário.
Mulheres acordem para a realidade! Contos de fadas não existem.
Christian Grey é surreal. Existem 50 tons de vermelho também. Aprendam a ser mais egoístas e pensar em sua própria felicidade
e satisfação. Se for para um homem lhe amar de verdade será pelo que você é,
não pelo que ele quer que você seja. E nada melhor que uma mulher bem-resolvida
sexualmente, que sabe lidar de maneira saudável com seus anseios, suas vontades
e desejos...
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50 tons de cinza.,
sexualidade feminina
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Sexo X Casamento
Anos de convivência, correria do trabalho, cuidado com a
casa, com os filhos, contas a pagar... Só em ler esta sequência já é de cansar,
imagina isso no dia-a-dia... E é verdade que tudo vira prioridade diante da
vida sexual de um casal. Os estudos comprovam que a rotina corrida e exaustiva
está acabando com a libido dos casais.
Além da rotina, a segurança de um relacionamento estável,
onde já houve a conquista, leva ao comodismo e diminuição da sensualidade
entre o casal. Contudo, é dado o alerta: sexo é fundamental para a manutenção
de um relacionamento saudável. Segundo a pesquisa Mosaico Brasil, realizada
pelo Prosex em parceria com a Pfizer, para os homens a atividade sexual só é menos
importante que ter uma alimentação saudável e tempo de convivência com a
família. Já para as mulheres está em oitavo lugar na lista de prioridades,
ficando atrás da alimentação saudável, tempo de convivência com a família,
qualidade do sono, prevenção de doenças e cuidados com a saúde, trabalhar no
que gosta, ter tempo para atividades culturais ou ‘hobbies’ e convivência
social.
Diferentemente do homem que atenta muito ao estímulo visual,
o desenvolvimento do desejo sexual nas mulheres exige estímulos sobre os cinco
sentidos. Entretanto, ao longo do tempo de relacionamento, as preliminares mais
prolongadas deixam de existir para haver uma economia de energia tanto da parte
do homem, quanto da mulher. Isso pode acarretar uma diminuição de desejo sexual
na mulher que necessita de mais estímulos. E agora, todos se perguntam: Como
manter o desejo sexual após os anos de compromisso? Ou, como reavivá-lo depois
de adormecido?
Adivinhei, não é?! Sim, é preciso um esforço para manter a
criatividade e o tesão. Alimente a vida conjugal. Preserve o encontro. Crie oportunidades
e expectativas. Reconquiste seu parceiro todos os dias. Fantasie, estimule suas
ideias. Converse com seu(sua) parceiro(a) sobre suas vontades e descubra as
dele(a), é importante ter esse diálogo. Experimente algo novo. Não se descuide,
sinta-se desejado(a). Mantenha a intimidade.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sexualidade na Gravidez
Hoje
vamos dar uma pincelada em um assunto um pouco, ou se preferirem, muito
polêmico, o que não poderia ser diferente em se tratando de sexualidade humana.
Mas, ao mesmo tempo esse assunto é muito interessante e vale a pena saber um
pouco mais.
A
vivência da sexualidade durante a gravidez está em grande parte ligado a
crenças e mitos que se fundamentam em critérios morais e religiosos conservados
pelas famílias e transmitidos de geração em geração. Desta forma o
comportamento sexual da grávida e de seu parceiro pode ser mais influenciado
por pressões psíquicas e socioculturais do que pelas alterações biológicas
próprias da gravidez.
Para
o casal a gravidez é um período de adaptações. São adaptações físicas,
emocionais, existenciais, sexuais e, principalmente, aos novos papeis, de ser
mãe e de ser pai e tudo que isso implicará. A necessidade de adaptação não
afeta só a mulher, mas também o homem. É uma fase de desenvolvimento e mudanças.
Com todas estas transformações na vida do casal é natural que aconteça um
estado de desequilíbrio temporário devido às grandes perspectivas de mudanças,
a necessidade de novas adaptações e de reajustamento psicológico e inter-relacional.
E tanto a
gravidez quanto o pós-parto são períodos cheios de mudanças biológicas,
psicológicas e inter-relacionais que marcam – direta e indiretamente – a
sexualidade. Tal momento poderá originar um aprofundamento da experiência
sexual do casal, capaz de aumentar a cumplicidade ou gerar dificuldades.
Muitas vezes quando o obstetra afirma que o casal deve
abster-se de sexo por ser uma gravidez de risco, ninguém contesta, sequer
procura saber o que é ou não permitido. E o que fazer quando a sexualidade
aflora? Uma vez que ela não irá deixar de se manifestar por conta de uma
restrição médica. Então, este pode ser o momento de grandes descobertas
amorosas. O casal pode não ter relações sexuais com penetração e a necessidade
de intimidade e união manifestar-se e assumir diferentes expressões.
Se o casal
encontra-se num relacionamento estável, maduro e sólido, a vinda de um filho
poderá uni-los de modo mais pleno ou mesmo se a intimidade entre os parceiros
propicia um diálogo aberto e honesto, há possibilidade de se descobrir outros
jeitos de fazer amor, sem que haja penetração. É verdade que cada casal irá
expressar de sua forma a sexualidade. A criatividade sexual pode entrar em
cena, através de jogos eróticos, novas posições e novas fontes de prazer, que
transformarão tudo numa grande aventura, plena de lances inusitados e
estimulantes, onde cada um poderá expressar suas preferências e fantasias mais
íntimas. Contudo, viver a sexualidade satisfatoriamente neste período não é uma
regra, tampouco uma condição, mas é fato que faz bem, apesar de não continuar
igual ao que era antes da gravidez. A mulher
experimenta uma série de alterações físicas que irão influir fortemente na vida
sexual do casal. Enfim, tudo é permitido desde que haja harmonia entre o
casal, que deve buscar o bem-estar mútuo e um maior equilíbrio emocional,
diminuindo as ansiedades e angústias próprias desse período.
As experiências
amorosas e sensuais marcarão o início de uma vida sexual mais prazerosa e
satisfatória e, certamente, aprofundarão o relacionamento conjugal de maneira
mais duradoura. Isto tudo independentemente de abstinência por gravidez de
risco ou não. Viver a sexualidade durante a gravidez de uma maneira saudável e
prazerosa também propicia a continuidade da harmonia conjugal, diminuindo o
ciúme do casal, tanto do homem em relação ao bebê, que é percebido como um
rival pela íntima relação mãe-bebê, da qual muitas vezes se sente excluído,
quanto da gestante, com referência às possibilidades do parceiro sair em busca
de aventuras extra-conjugais.
Ao contrário
do que muitas pessoas pensam, o orgasmo é altamente benéfico em qualquer época
da gestação. Ele tem a função de servir como uma válvula de escape para as
ansiedades próprias desse período. Há, também, um fator biológico importantíssimo
a ser considerado: exercita os músculos do períneo que serão importantíssimos
durante o parto.
Quanto ao bebê, ele está lá muito bem protegido por várias camadas de músculo, pela bolsa d'água, que funciona como um amortecedor e, o colo do útero se encontra fechado, bloqueando a entrada uterina. Além disso, o sexo é capaz de fortalecer os músculos do períneo que ajudam na hora do parto, além de deixar a mãe feliz e relaxada. E como o bebê sente tudo o que a mãe sente, sexo é bom durante toda a gravidez.
Não existe um consenso entre os obstetras com relação a hora de parar as relações (com penetração) antes do parto. Enquanto alguns recomendam abstinência todo o último mês da gravidez, outros acreditam que seja necessário só na última semana. Contudo, independentemente de mudanças, adaptações, descobertas e diferenças, cada casal irá expressar e viver de sua forma a sexualidade.
* imagem retirada da internet
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
Sexualidade e função sexual em pacientes oncológicos
O câncer caracterizado como doença exige complexo tratamento,
que por vezes acaba sendo devastador ao organismo, comprometendo a sexualidade
humana. Fisiologicamente, tanto as alterações de alguns tipos de câncer, como o
intenso tratamento quimioterápico que provoca nos diferentes sistemas orgânicos
acabam por comprometer a sexualidade e a função sexual dessas pessoas.
A sexualidade deve ser entendida conforme 3 dimensões –
biológico, psicológico e social – inter-relacionados e inseparáveis. O
biológico considera a capacidade do individuo dar e receber prazer sexual,
englobando o funcionamento dos órgãos sexuais e a fisiologia da resposta sexual
humana – desejo, excitação e orgasmo. A dimensão psicológica leva em
consideração a auto-imagem sexual, caracterizada pelas imagens que as pessoas
têm de si mesmas como homens e mulheres, tendo como influência a imagem
corporal (imagem mental do eu físico). Já o social envolve o papel social de
gênero, o comportamento segundo a expectativa dos grupos em que esta pessoa
está inserida, e o papel sexual, modo como se mostra, a sensação de se sentir
homem ou mulher. Nesta relação com o meio, além do comportamento sexual,
deve-se levar em consideração o relacionamento sexual.
As alterações que podem acontecer na sexualidade são tratadas
no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM IV-TR e pela
Classificação Internacional de Doenças, o CID-10. Quando o paciente é submetido
a um tratamento ideal, e reafirmamos a importância do trabalho
transdisciplinar, os efeitos do problema se tornam menos significativos.
Referente à fisiologia da resposta sexual humana, os
pacientes oncológicos mencionam problemas relacionados à fase do desejo sexual,
da excitação sexual e do orgasmo. A
diminuição do desejo pode ser influenciada tanto por fatores orgânicos, como
também por fatores psicológicos. Os orgânicos estão relacionados,
principalmente, a diminuição da testosterona decorrente do tratamento quimioterápico
e também pela falta de disposição resultante da anemia vivenciada pelos
pacientes e pela presença constante de náuseas e vômitos. O constante
sofrimento, medo e preocupação decorrente da doença e do tratamento
caracterizam os fatores psicológicos.
Os problemas na excitação sexual masculina também estão
influenciados pela diminuição da testosterona e pela própria doença, em
decorrência da anemia que acaba alterando o mecanismo vascular da ereção e do
fator emocional negativo presente. Fisiologicamente, em 2 ou 3 semanas após a
aplicação da quimioterapia o nível de testosterona pode ser revertido. Com
relação as mulheres, o principal problema na fase de excitação sexual é a falta
de lubrificação vaginal decorrente da diminuição de estrógeno. A queda nos
níveis do hormônio estrógeno é consequência do tratamento quimioterápico, cujas
manifestações clínicas incluem a diminuição da umidade vaginal e, em raros
casos, a redução do diâmetro vaginal.
Na literatura cientifica não há indícios de que a
quimioterapia possa provocar alterações na fase do orgasmo, por só ocorrer na
presença de efeitos neurológicos que atinjam os nervos regentes do reflexo
orgásmico. Contudo, esta fase pode ser comprometida pela presença de dor no ato
sexual ou pelo bloqueio emocional provocado pela própria doença.
Os aspectos psicológicos que envolvem a sexualidade dos
pacientes, ou seja, que se relacionam com a auto-imagem sexual, frequentemente,
fazem parte das queixas apresentadas. A mudança da auto-imagem corporal é mais
um dos efeitos indesejáveis do tratamento. Além do mais, essas mudanças
provocam preocupações quanto a aceitação social dessas pessoas.
Por conta do quadro clínico, muitos pacientes se tornam mais
vulneráveis a infecções, levando-os a se proteger com o uso de preservativo
durante a relação sexual, o uso de mascaras em determinados locais e situações,
havendo isolamento hospitalar em alguns casos e até mesmo restrição ao beijo. Isto
tudo acaba interferindo no comportamento sexual do paciente não só durante a
relação, mas também na maneira de expressar sua sexualidade.
A possibilidade de não gerar filhos é outra dificuldade que
remete ao sentimento de culpa, pela infertilidade do casal e pode atrapalhar o
relacionamento sexual. É importante que os parceiros expressem seus sentimentos
sexuais um ao outro, sem esperar que o outro descubra suas ansiedades e
necessidades, pois o medo da insatisfação do parceiro e do enfrentamento da
relação podem estar relacionados à falta de comunicação entre o casal. Prova
disso é o relato de pacientes que referem que o relacionamento sexual melhorou
após a doença, por se sentirem mais valorizados pelo parceiro. Talvez aí a
diferença seja apenas o fato do relacionamento ter se tornado mais sólido e
haver mais comunicação e cumplicidade entre o casal...
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